quarta-feira, 18 de abril de 2018

Sobre momentos e mudanças

    É com lágrimas nos olhos que começo a escrita desta postagem. Quando comecei este blog/diário, era uma garota de 17 anos, terminando o ensino médio, porém já sabia algumas coisas da vida. De lá para cá, poucas coisas mudaram. Hoje, sou uma mulher, com 22 anos, terminando a (espero eu, primeira) graduação em um universidade federal de renome e continuo acreditando em muitas coisas que meu eu, de 6 anos atrás, acreditava.

    Foram 6 anos bem (bem!) complicados. Muitas perdas, muitas mesmo! Perdas de amigos e parentes queridos, que foram fazer parte de um mundo melhor. Perdas materiais, que seriam hipocrisia dizer que não importaram, que o importante é ter saúde e todo esse discurso, porque sim, essas coisas materiais importavam. Elas foram adquiridas com esforço, tempo, necessidade e desejo. Perdas financeiras, perdas de saúde, de amizades, de fios de cabelo, de tempo, de sentimento, de vontades, de sonhos... A lista é imensa.

    Mas houve muitos ganhos ao longo deste 6 anos. Ganhos de saúde, de amizades, de conhecimento, de tempo, de sentimentos, de sonhos... No fim, as coisas acabam se equivalendo (e olha que matemática não é meu forte).

    Mas meu objetivo não era escrever sobre o tempo que passou desde quando comecei aqui, ou o fato de fazer quase exatos 4 anos da última postagem. Meu objetivo é escrever coisas que vêm me em pensamentos nas últimas madrugadas. As coisas escritas na madrugada de hoje serão diferentes dos pensamentos e conclusões tidos na madrugada passada, que foram diferentes dos pensamentos e conclusões da madrugada de anteontem, e assim por diante.

    Enfim, e em fim, semana passada fez 1 mês do término de uma relação incrível de 1 ano, 11 meses e 21 dias. Dois anos, vai. Uma relação incrível de 2 anos. Minha intenção não é tornar isto uma indireta, nem uma direta, na verdade não sei nem se alguém está lendo isso. A ideia é apenas desabafar, como já fiz (e pretendo fazer) aqui tantas vezes antes. Dessa relação de 2 anos aprendi muitas coisas. Aprendi muito sobre amor, em sua mais pura forma. O amor que sentia e recebia era puro, grande, lindo. Aprendi muito sobre respeito, sobre confiança, sobre paciência, sobre se doar, aprendi muitas coisas e infelizmente nem todas de experiências boas. O mês que antecedeu este fim foi difícil. Magoar-se e decepcionar-se é muito difícil, principalmente vindo de uma pessoa que você ama tanto. Entender o pensamento que levou a pessoa amada a lhe fazer isso, é um trabalho duro, que dói a cabeça e demora. Superar e esquecer essa mágoa e decepção, requer mais de 1 mês.

    É muito complicado ouvir certas coisas depois de meses de doação e amor intenso, é muito difícil perceber coisas que aconteciam de forma inconsciente pela outra pessoa. Houve dias em que a tristeza era tanta que nem lágrimas saiam. Já sentiram isso? Uma tristeza tão grande que nem chorar você consegue? Uma nova e inteligentíssima amiga me fez essa pergunta um dia desses, e foi como um estalo na minha mente. Me culpava por não ter chorado, ou ter chorado muito pouco, e então me dei conta de que foi isso: a tristeza toca tão fundo no teu ser, que seca tudo.
Quem sabe um dia essas coisas virem passado?! Quem sabe eu consiga superar tudo isso?! Não sei. Não posso afirmar nada, pois não sei do futuro.

    Ao outro lado desta relação de 2 anos eu só desejo coisas boas. Por mais que tenha me magoado e me decepcionado, eu não desejo o mal. Não, muito longe disso. Não há como desejar mal quando há uma história tão linda e intensa por trás de tudo. Quando ainda resta amor. Pois um amor grande desses não acaba assim, de um mês para outro. Na verdade nem sei se acaba. Não sei de muitas coisas.

    Bem, termino este post com ainda mais lágrimas nos olhos, mas com a única certeza de que isso passará.